sábado, 15 de junho de 2013

SEGUNDO


[Porque a partir do segundo em que te vi, esta fração temporal passou a ser a vigente, já não queria aproveitar apenas os minutos e as horas contigo, queria elevá-las ao segundo.] 

mais um SEGUNDO.

Esse mesmo segundo, de feitiço e encanto, onde hesito mas decido. Vou marcar uma reunião. Não, não vamos discutir os planos dos próximos 6 meses de trabalho, vamos trabalhar para realizar os nossos planos dos próximos 100 anos, JUNTOS. 

Aquele segundo em que corro para as árvores que cultivámos na faculdade é o ponto alto do meu dia, por entre vários obstáculos humanos e estruturais, subimos ao topo da árvore (Ah! Que sensação. Consegues sentir o aroma da minha felicidade?). É nesse mesmo segundo que mergulho na doçura dos teus lábios que dá um travo quente à tua frieza. (hmmmm, essa textura...) Mas, enquanto uso o segundo, procuro o aconchego do teu abraço (esse mesmo calor!) que dá um isolamento quente à tua frieza. E, irrompe-se já no termino do segundo, a sonoridade peculiar de uma ambulância e eu agarro-te, a ti e a mim . (Sim, cada segundo é um esboço de eternidade.) 

E no segundo em que te perdes em mais uma melodia, eu ganho ainda mais vontade de te agarrar e incorporar-me nesse tom suave, contrariando a lógica algébrica e juntarmo-nos dois, formando UM. (Já lá vai a melodia, mas permanece a ecoar na minha mente "oh the wait was so worth it" lalalala).

E aquele exacto segundo em que estás prestes a partir para casa, eu baixo a cabeça e olho para trás na esperança que faças o mesmo e aqueças o meu coração por mais 24h. 
 E assim me vou deitar. (Deixa-me suster a respiração por mais um segundo). (Deixa-me dizer só durante mais um segundo). AMO-TE

Nomina sunt odiosa

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