Não há um objecto que não seja trivial.
A trivialidade é uma característica inata do próprio conceito de Vida.
Mas Vida, não é trivial, apenas uma constituição de trivialidade.
Apenas Viver é um acto fulcral, todos os restantes pormenores do acto "viver" são triviais.
A voz que me levanta. O Cérebro que me orienta. O corpo que me suporta.
Tudo isto é trivial, tudo isto é manifesto da trivialidade que sou e me torno.
Importante não é falar, importante não é pensar, importante não é movimentar.
Importante é respirar. Tudo o resto é trivial.
Tão trivial como a palavra "triviliadade", é morrer.
O que vive, é trivial. Por isso, morre.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Caminhada
Somos dois sopros em mutação,
perdidos na mesma direcção.
Precipitou o fogo eterno dos humanos
latente no respirar hostil do Natal.
(in)Feliz a criatura dos seus dezoito anos,
que não soubera acautelar-se do veneno fatal.
A inocência vociferou, como vulcão adormecido.
Enquanto se assistia ao nascer da dependência,
a razão converteu-se em objecto desconhecido,
o coração assumiu o controlo da demência.
Em coração doente, não há como o curar.
O eterno filósofo recomendava um novo amor,
conselho esse ténue como linha de um tear
Sem presente, sem futuro, sem sonho. Só dor.
PS: A escrita deste elemento será ela própria uma caminhada, será um elemento redigido aos poucos, tal como esta história aconteceu.
perdidos na mesma direcção.
Precipitou o fogo eterno dos humanos
latente no respirar hostil do Natal.
(in)Feliz a criatura dos seus dezoito anos,
que não soubera acautelar-se do veneno fatal.
A inocência vociferou, como vulcão adormecido.
Enquanto se assistia ao nascer da dependência,
a razão converteu-se em objecto desconhecido,
o coração assumiu o controlo da demência.
Em coração doente, não há como o curar.
O eterno filósofo recomendava um novo amor,
conselho esse ténue como linha de um tear
Sem presente, sem futuro, sem sonho. Só dor.
PS: A escrita deste elemento será ela própria uma caminhada, será um elemento redigido aos poucos, tal como esta história aconteceu.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Carta despedida
Esta é a tua. Não vou extravasar palavras. Não vou crispar sentimentos.
Vou apenas escrever "Adeus".
Vou apenas escrever "Adeus".
terça-feira, 5 de abril de 2011
Expirar, Inspirar, Crispar
sexta-feira, 1 de abril de 2011
sábado, 12 de março de 2011
1141

Agora que extravaso sentenças,
talvez as palavras não tenham sentido.
Como descrever sem muito ruído,
que o “gostar” é a pior das doenças.
Perco-me no olhar castanho,
sedento de bruta intensidade.
Que sentimento tão estranho,
este que me rompe a integridade.
Desvendo os cabelos macios,
de coloração semelhante ao olhar.
Densa e sedosa rede de fios,
que não é mais que gota nesse mar.
Nenhuma criatura ousa,
alcançar o timbre desse sorriso.
Prodígio inigualável de musa,
prova cabal da destruição do siso.
Se a mais bela entidade do Mundo,
fosse uma simples equação da beldade,
não estaria eu, ser sem alma e imundo,
apaixonado pela sua profícua personalidade.
Não! Não quero o fim das sensações!
Carrossel fascinante de alucinações.
Não peço a Terra, muito menos o Céu,
apenas que um dia, sejas brio meu.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Corrida

Esta é a corrida diária,
criada pelo Senhor celeste.
A ampulheta nunca finda,
é a primeira lei humana.
O amanhã é rua aleatória.
O hoje um ser sem veste.
O tempo irrompe ainda,
pelo meio da gente mundana.
Haja um sorriso no rosto,
que nos faça ultrapassar o desgosto,
de tamanha injustiça divinal,
porque o poder de uma face,
é capaz de mudar o desenlace,
do ser mais efémero e banal.
Fresca é a brisa que nos leva,
suave balanço do destino.
Fatalismo leve e felino,
o mesmo que criou Adão e Eva.
A vida, é um verso sem fim.
Um périplo inacabado de mim.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Hoje flui..
Que felicidade é sentir os versos da àgua.
É a água que cai do longo e tortuoso desfiladeiro.
É a água que sacia a sede do sem abrigo.
É a água que lava o leproso.
É a água que cai do longo e tortuoso desfiladeiro.
É a água que sacia a sede do sem abrigo.
É a água que lava o leproso.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


