segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Elogio à Trivialidade

Não há um objecto que não seja trivial.
A trivialidade é uma característica inata do próprio conceito de Vida.
Mas Vida, não é trivial, apenas uma constituição de trivialidade.
Apenas Viver é um acto fulcral, todos os restantes pormenores do acto "viver" são triviais.

A voz que me levanta. O Cérebro que me orienta. O corpo que me suporta.
Tudo isto é trivial, tudo isto é manifesto da trivialidade que sou e me torno.
Importante não é falar, importante não é pensar, importante não é movimentar.

Importante é respirar. Tudo o resto é trivial.
Tão trivial como a palavra "triviliadade", é morrer.

O que vive, é trivial. Por isso, morre.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Arquitecto Milenar

Há um desenho ténue de eternidade em cada pormenor da simples criatura.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Caminhada

Somos dois sopros em mutação,
perdidos na mesma direcção.

Precipitou o fogo eterno dos humanos
latente no respirar hostil do Natal.
(in)Feliz a criatura dos seus dezoito anos,
que não soubera acautelar-se do veneno fatal.

A inocência vociferou, como vulcão adormecido.
Enquanto se assistia ao nascer da dependência,
a razão converteu-se em objecto desconhecido,
o coração assumiu o controlo da demência.

Em coração doente, não há como o curar.
O eterno filósofo recomendava um novo amor,
conselho esse ténue como linha de um tear
Sem presente, sem futuro, sem sonho. Só dor.


PS: A escrita deste elemento será ela própria uma caminhada, será um elemento redigido aos poucos, tal como esta história aconteceu.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Carta despedida

Esta é a tua. Não vou extravasar palavras. Não vou crispar sentimentos.
Vou apenas escrever "Adeus".

terça-feira, 5 de abril de 2011

Expirar, Inspirar, Crispar


Não, não quero este suspiro!
A Vida é um ténue desenho a giz,
onde nada sei, apenas respiro.
Adeus, um dia voltarei a ser feliz.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

1. Adeus 2. Até já


Será que de ti me despeço, porque de ti esqueci a chegada?

sábado, 12 de março de 2011

1141


Agora que extravaso sentenças,
talvez as palavras não tenham sentido.
Como descrever sem muito ruído,
que o “gostar” é a pior das doenças.

Perco-me no olhar castanho,
sedento de bruta intensidade.
Que sentimento tão estranho,
este que me rompe a integridade.

Desvendo os cabelos macios,
de coloração semelhante ao olhar.
Densa e sedosa rede de fios,
que não é mais que gota nesse mar.

Nenhuma criatura ousa,
alcançar o timbre desse sorriso.
Prodígio inigualável de musa,
prova cabal da destruição do siso.

Se a mais bela entidade do Mundo,
fosse uma simples equação da beldade,
não estaria eu, ser sem alma e imundo,
apaixonado pela sua profícua personalidade.

Não! Não quero o fim das sensações!
Carrossel fascinante de alucinações.
Não peço a Terra, muito menos o Céu,
apenas que um dia, sejas brio meu.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

TU

‎"Valente paradoxo este,
em que ainda hoje viveste.
Até encontrares o teu “eu”,
o Francisco para ti morreu."

Hoje, vou a enterrar

"Nem sei se me pergunto,
se serei rei ou defunto."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Corrida


Esta é a corrida diária,
criada pelo Senhor celeste.
A ampulheta nunca finda,
é a primeira lei humana.
O amanhã é rua aleatória.
O hoje um ser sem veste.
O tempo irrompe ainda,
pelo meio da gente mundana.

Haja um sorriso no rosto,
que nos faça ultrapassar o desgosto,
de tamanha injustiça divinal,
porque o poder de uma face,
é capaz de mudar o desenlace,
do ser mais efémero e banal.

Fresca é a brisa que nos leva,
suave balanço do destino.
Fatalismo leve e felino,
o mesmo que criou Adão e Eva.

A vida, é um verso sem fim.
Um périplo inacabado de mim.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Hoje flui..

Que felicidade é sentir os versos da àgua.
É a água que cai do longo e tortuoso desfiladeiro.
É a água que sacia a sede do sem abrigo.
É a água que lava o leproso.

Nomina sunt odiosa

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