sábado, 24 de abril de 2010

Pretérito, Presente, Futuro


Talvez numa das minhas crises existenciais, envolvi toda a minha estrutura cerebral e comecei a abordar a temática da vida.

Hoje estou com receio que tenha redimensionado a minha existência a uma mera paisagem bucólica.
Recuo no tempo e não vejo nada. Não! - não é por estar inócua - é por não ter vivido o pretérito. Fui tão feliz na minha infância, mas começo a perceber que tudo foi demasiado mecânico - talvez pela inocência do carácter - fui feliz porque o momento assim o exigia, não fui feliz por mim.
Analiso o presente, mas não tenho dados. Tenho dedicado demasiado tempo à formação que me esqueço que, parte integrante da minha formação, estão os amigos e a familia. Tenho tanto medo do caminho que hoje traço que receio a minha própria existência. Estou constantemente a fazer uma reflexão profunda ao momento que me esqueço de avaliar 'o meu momento'.
Projecto o futuro, mas sempre com uma borracha na mão. Fiz demasiados projectos em criança e esqueci-me de contabilizar os 'danos colaterais' e o 'orçamento'. Só sei que acabarei num buraco rectangular com sete palmos de profundidade.. ou não, poderei ser cinza.

Quero ser Horacista, sendo Estóico.
Sou Filósofo, querendo ser Matemático.
Procuro ser Tudo, mas não sou Nada.

Ontem era tudo, Hoje sou nada, Amanhã serei cinza

Post Scriptum:
Meu Deus, posso converter a ampulheta?

domingo, 4 de abril de 2010

Metáforas do amor


O amor é o símbolo do ‘eu’ expresso na metáfora da paixão.

O amor é a aplicação bruta da química humana, declarado pela actividade hormonal.

O amor é a capitulação da resistência humana.

O amor é a oferenda mais egoísta que fazemos.

O amor é a encriptação das emoções.

O amor é uma chave. È uma busca permanente pelo par correcto.

O amor é o confronto entre o consciente e o inconsciente, a imponência do insconsciente em busca da verdade consciente.

O amor é a discórdia imortal que leva à irracionalidade do ser.




O amor é.. o amor é aquilo que cada um define, que caracteriza. É o conceito mais abstracto observado pelo dicionário humano. È a problemática da consequência indefinida. È o alfa de cada expressão primitiva, é o ómega da petrificação humana.

Por mais mecânicos e cabalistas que sejamos, o amor é o desenlace do oculto e do causal, é o visível do invisível de cada ser presente neste pedaço de terra, a contornar sobre um eixo imaginário.



PS: Este post é dedicado aos adversários do Amor, aqueles que já perderam muitas batalhas mas ainda não sabem que lhes está reservado o triunfo final.


A ti, meu caro.

Nomina sunt odiosa

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Natureza Tranquilidade Literacia Inteligência