Lágrima,
é lástima
do desenlace
expresso na face.
Sorriso,
é premonição,
um aviso
do coração.
Morte,
é demência
do norte
da vivência.
Nascimento,
é momento
da luminosidade
da entidade.
Existência,
é partitura
da essência
da criatura.
terça-feira, 30 de março de 2010
Fácil de exprimir
sábado, 27 de março de 2010
para ti
meu querido Francisco,
neste momento são muitas as emoções e palavras que queria fazer transparecer para esta mensagem, mas duvido que sejam perfeitas o suficiente para alguém como tu. antes de mais e mais uma vez, PARABÉNS! – não por teres alcançado a maioridade, pois, certamente estás ciente do que esta idade acarreta, mas sim pelo percurso que fizeste até chegares aqui: até estes (pequeninos) 18 anos.
não sei se foi por acaso que nos conhecemos, mas sei com toda a certeza que nestes últimos três anos foste das melhores pessoas que encontrei, senão mesmo a melhor. encontrei e tenho vindo a descobrir que talvez sejas um refúgio, não só pelas horas de diversão pelas quais já passamos mas também porque nos dias maus penso muitas vezes para mim “porque é que não é tudo igual ao Francisco?”. sei que em 24 horas, muitas vezes não é possível nem sequer te cumprimentar e admito que por vezes também não existam muitos momentos de demonstração de afecto que se esperava. mas todas estas “vezes” não são um entrave para a Amizade(com “A” grande) que se gerou.
s o r r i s o - é algo de fantástico em ti. não o sorriso que implica apenas o acto em si mas o sorriso que irradia uma energia altamente positiva. Aliás todos os teus traços físicos são de realçar. é notável a tua incrível inteligência e cultura, e é de salientar a energia que n u n c a te falta (excepto durante todas ou quase todas as tardes da semana ...) e a impulsividade das tuas acções. Alio estas características com a tua bondade e ternura.
não vou terminar com os clichés do costume; felicitando-te pela pessoa que és ou até mesmo desejar-te as maiores felicidades, porque o que mais há por aí são frases bonitas e feitas que são completamente vazias.
não espero com isto nenhum tipo de gratificação, espero antes que eu continue a ser, e passo a citar "parte integrante do teu ser".
Gosto i-men-so de ti.
Raquel
neste momento são muitas as emoções e palavras que queria fazer transparecer para esta mensagem, mas duvido que sejam perfeitas o suficiente para alguém como tu. antes de mais e mais uma vez, PARABÉNS! – não por teres alcançado a maioridade, pois, certamente estás ciente do que esta idade acarreta, mas sim pelo percurso que fizeste até chegares aqui: até estes (pequeninos) 18 anos.
não sei se foi por acaso que nos conhecemos, mas sei com toda a certeza que nestes últimos três anos foste das melhores pessoas que encontrei, senão mesmo a melhor. encontrei e tenho vindo a descobrir que talvez sejas um refúgio, não só pelas horas de diversão pelas quais já passamos mas também porque nos dias maus penso muitas vezes para mim “porque é que não é tudo igual ao Francisco?”. sei que em 24 horas, muitas vezes não é possível nem sequer te cumprimentar e admito que por vezes também não existam muitos momentos de demonstração de afecto que se esperava. mas todas estas “vezes” não são um entrave para a Amizade(com “A” grande) que se gerou.
s o r r i s o - é algo de fantástico em ti. não o sorriso que implica apenas o acto em si mas o sorriso que irradia uma energia altamente positiva. Aliás todos os teus traços físicos são de realçar. é notável a tua incrível inteligência e cultura, e é de salientar a energia que n u n c a te falta (excepto durante todas ou quase todas as tardes da semana ...) e a impulsividade das tuas acções. Alio estas características com a tua bondade e ternura.
não vou terminar com os clichés do costume; felicitando-te pela pessoa que és ou até mesmo desejar-te as maiores felicidades, porque o que mais há por aí são frases bonitas e feitas que são completamente vazias.
não espero com isto nenhum tipo de gratificação, espero antes que eu continue a ser, e passo a citar "parte integrante do teu ser".
Gosto i-men-so de ti.
Raquel
sexta-feira, 26 de março de 2010
Ó tempo, volta para trás
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, eu ignorava a impermanência da vida, a transitoriedade das coisas, a efemeridade do ser.
Não existia lugar para um sorriso frio carente de parceiro, para um lágrima sedenta de experimentar a força da gravidade, para uma brincadeira consumida pela fadiga.
Sorria com a pureza do primeiro beijo, chorava com a inocência da primeira palavra, brincava com a vivacidade do primeiro choro.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, eu estava em tréguas com a morte. Todas as personagens do livro da minha vida continuavam a traçar a sua história, a colorir o cenário, abraçados por esse exímio cronologista, o tempo.
Quando preparava para festejar o dia dos meus anos, a morte saiu da penumbra e fez a sua primeira vítima, o patriarca da família.
- Sim, chorei (ainda choro)
- Sim, sofri (ainda sofro)
- Não, jamais esquecerei.
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos ganhou um significado nostálgico, substituindo a felicidade primitiva.
Despertou em mim o respeito pela morte, a imponência do intragável tempo.
A existência flui, flui como um sopro em constante mutação, nada jamais volta a ser o mesmo, nem mesmo o tempo em que festejavam o dia dos meus anos.
quarta-feira, 24 de março de 2010
É isto a liberdade?
No dia 24 de Abril pelas 22:55h passa na rádio a música ‘E Depois do Adeus’. Poucas horas depois, quando o relógio marcava 00:20h, passa a música ‘Grândola Vila Morena’ de Zeca Afonso. Estava abrasado o rastilho que iria culminar na Revolução dos Cravos.
No dia 25 de Abril de 1974, o povo saiu à rua. Veio festejar a Liberdade. Foram várias décadas a escutar as vozes do regime; várias décadas a ler as frases do regime; várias décadas a viver aventura do regime. O povo sofreu, chorou e ocultou tudo aquilo que teve de suportar durante décadas desde o fatídico 28 de Maio de 1926. Estado Novo foi assim designado este período da História de Portugal.
Estado Novo trouxe-nos a propaganda ao Salazarismo e ao regime, trouxe-nos a PIDE para nos controlar, trouxe-nos a Guerra com as colónias e territórios na ìndia, trouxe-nos a Ditadura. Mas mais eficaz do que qualquer cartaz de propaganda, mais incisivo do que qualquer agente da PIDE, mais poderoso do que qualquer guerra ou mesmo ditadura, o Estado Novo deu ao povo o clique necessário. Foi o clique que despertou dentro de cada português, desde a criança ao idoso, ou do mendigo ao médico o anseio de Liberdade. Temos dentro de cada um de nós o poder de escolher, o poder de duvidar, o poder de expressar. Tudo isto é intrínseco ao ser humano. Não existe maior sensação do que sentir que somos livres, mas analogamente, não existe maior flagelo que silenciar a voz, a mente e a razão.
Comandada por honrados homens como Salgueiro Maia, apoiada por bravos políticos como Álvaro Cunhal ou Mário Soares, a revolta militar de 25 de Abril concretizou-se. Mais do que uma vitória dos militares foi uma vitória do povo. Guardaram os seus pensamentos, as suas opiniões, os seus manuscritos para publicarem tudo num único dia. Foram anos e anos a esperar por este dia. Um país maioritariamente rural, conservador cujo seu lema por muito tempo resumiu-se ao mito do ‘orgulhosamente sós’, renasceu.
Quase a completar 35 anos, que conclusões podemos tirar do Pós 25 de Abril? Entramos na União Europeia, realizamos a Expo 98 e o Euro 2004, mas em que quadro nos inserimos actualmente? O sistema capitalista faliu, estão a nascer os ‘novos pobres’ em Portugal. São mais de 2 milhões de pessoas que todos os dias lutam para sobreviver. Cada dia é uma batalha ganha, onde a guerra só acabará no dia em que expirarem e viajarem para a sua última morada.
Não basta ter a alma de um navegador, não basta ter a bravura de um cruzado. Todos os dias enfrentamos novos desafios, novas oportunidades aparecem, mas tudo na vida tem um fim. Resta-nos batalhar como fizeram os nossos antepassados e crer. Talvez um dia, numa manhã de nevoeiro cerrado, volte o tal, aquele que está além da Vida e da Morte e venha ‘ressuscitar’ Portugal.
domingo, 21 de março de 2010
Preciso da palavra
Gostaria de expressar-me com o dom da originalidade, mas sinceramente ao estado emocional que me atravessa, pouco de original resta.
Talvez seja a hora de desabafar comigo mesmo. Procurar a verdade, no único lugar onde ela é singular e primitiva-EU.
Sou uma pessoa de falsas modéstias, julgo que cada pessoa é singular e dentro nela existe algo que deva explorar, de modo a criar uma simbiose entre ambas as personagens.
Sinto que deposito demasiada confiança nas pessoas. Agora sinto-me decepcionado.
Talvez seja da minha responsabilidade, não sei avaliar correctamente as pessoas.
Neste momento, sinto que nada é permanente, tudo tem o seu momento de transição.
Não tenho autoridade de acusar, porque ter autoridade seria recusar que sou um simples ser.
Apenas tenho a moralidade de dizer: Afinal, estou errado.
Não vou singularizar, pois são 'um todo'.
Peço desculpa a todas as minhas células nervosas, a cada momento que fiz o meu cérebro aumentar a sua actividade eléctrica.
O virar de página num ponto final.
Talvez seja a hora de desabafar comigo mesmo. Procurar a verdade, no único lugar onde ela é singular e primitiva-EU.
Sou uma pessoa de falsas modéstias, julgo que cada pessoa é singular e dentro nela existe algo que deva explorar, de modo a criar uma simbiose entre ambas as personagens.
Sinto que deposito demasiada confiança nas pessoas. Agora sinto-me decepcionado.
Talvez seja da minha responsabilidade, não sei avaliar correctamente as pessoas.
Neste momento, sinto que nada é permanente, tudo tem o seu momento de transição.
Não tenho autoridade de acusar, porque ter autoridade seria recusar que sou um simples ser.
Apenas tenho a moralidade de dizer: Afinal, estou errado.
Não vou singularizar, pois são 'um todo'.
Peço desculpa a todas as minhas células nervosas, a cada momento que fiz o meu cérebro aumentar a sua actividade eléctrica.
O virar de página num ponto final.
Apresentação
Ao criar este blogue, fi-lo com o intuito de revelar a minha irreverência.
Espero a colaboração de cada de dos leitores deste blogue
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