sábado, 12 de março de 2011

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Agora que extravaso sentenças,
talvez as palavras não tenham sentido.
Como descrever sem muito ruído,
que o “gostar” é a pior das doenças.

Perco-me no olhar castanho,
sedento de bruta intensidade.
Que sentimento tão estranho,
este que me rompe a integridade.

Desvendo os cabelos macios,
de coloração semelhante ao olhar.
Densa e sedosa rede de fios,
que não é mais que gota nesse mar.

Nenhuma criatura ousa,
alcançar o timbre desse sorriso.
Prodígio inigualável de musa,
prova cabal da destruição do siso.

Se a mais bela entidade do Mundo,
fosse uma simples equação da beldade,
não estaria eu, ser sem alma e imundo,
apaixonado pela sua profícua personalidade.

Não! Não quero o fim das sensações!
Carrossel fascinante de alucinações.
Não peço a Terra, muito menos o Céu,
apenas que um dia, sejas brio meu.

Nomina sunt odiosa

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