Somos dois sopros em mutação,
perdidos na mesma direcção.
Precipitou o fogo eterno dos humanos
latente no respirar hostil do Natal.
(in)Feliz a criatura dos seus dezoito anos,
que não soubera acautelar-se do veneno fatal.
A inocência vociferou, como vulcão adormecido.
Enquanto se assistia ao nascer da dependência,
a razão converteu-se em objecto desconhecido,
o coração assumiu o controlo da demência.
Em coração doente, não há como o curar.
O eterno filósofo recomendava um novo amor,
conselho esse ténue como linha de um tear
Sem presente, sem futuro, sem sonho. Só dor.
PS: A escrita deste elemento será ela própria uma caminhada, será um elemento redigido aos poucos, tal como esta história aconteceu.
