sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fel da Vida


Soubera que a existência
Consiste na sobrevivência
Constante ao flagelo diário,
Teria pedido um bloco,
Para desmascarar este mundo bacoco,
Primitivo e hereditário.

Afinal o nascimento
Não é mais que vazio
Momento de espera,
Que nem Quimera
derrotou no soslaio
acto de finamento.

Ignorância divina
neste mundo humano,
Afinal não lhes toca,
Se é Ricardo ou Carolina
Se é mole ou roca
Ou se é rico ou mundano.

Saciam os ‘Senhores’
Com a consumação da alma,
Suprime a lágrima à gravidade.
Protótipo de felicidade
estes desígnios do Karma,
Utopia da Ilha dos Amores.

Soubera eu a mitologia,
Que acontece nos céus,
E mandaria como réus
todos aqueles da presidência,
Culpados pela ausência
Daquele que perece,
Enquanto outro nasce.

Tivera eu autoridade
e o sofrimento teria fim,
Não só o que a mim
mancha o coração,
Como a toda a nação
Da colossal Humanidade.

Querer, quero VIVER.

Nomina sunt odiosa

A minha foto
Natureza Tranquilidade Literacia Inteligência